Deixei de existir...
um dia a música
não me fez tremer
o que me habitava
parecia crescido
a cabeça já não sonhava
o coração estava conformado...
Morri...
nesse dia fatídico
em que me tornei adulta
em que escrever
era impossível
e ler já não fazia sentir
aquela sede constante
a procura imutante
pelo não sei o quê
tinham desaparecido...
Perdi a meninice?
E os sonhos que nunca iria realizar?
E a vontade de criar
um mundo impossível?
E a esperança utópica de nunca deixar morrer
esta alma sem que ficasse quieta?
Se ela sempre teimou
sempre se recusou....
era alma para nunca aprender, para nunca crescer...
E eu já tinha sabido
como viver assim
com as perguntas sem respostas
eu conhecia -me
incerta e crente
inconstante e incorreta
imaginava-me
num para sempre inquietante
própria de menina-mulher...
Agora,
eu não sou mais eu
perdi-me
e as mil almas em mim
parecem ter criado
uma só,
pragmática e chata!
CFV
" A intensidade da tempestade é inversamente proporcional ao tamanho do corpo!"
terça-feira, 14 de novembro de 2017
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