quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

A DESDITA


Palavras pequenas e silenciosas
perdidas e soltas
entre dois olhares desencontrados!
Palavras presas
às convenções, aos medos...
Palavras- prisões,
barreiras edificadas
em silêncios gritantes!
Constante sufoco entre soluços
silêncios que gritam e nos prendem
dentro do que não queremos ser
mas dentro do que somos!

Palavras que vão passando da hora, 
palavras que vão e não voltam
palavras inacabadas,
que provocam ,
que matam como espadas, 
trespassam muros 
erguem ruínas 
e para tudo isto
bastam palavras..
pequeninas...

Não passamos de desejos frustrados
de palavras surdas-mudas...
Erróneas palavras
vagueando entre almas condenadas 
que só conhecem a certeza do silêncio
e nessa certeza
pairam como mortos-vivos
cheias de gritos mudos e quietos!

CFV

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